Há exatos 86 anos nascia em Lowell, Massachusetts, Jean Lebris Kerouac. Mais tarde conhecido como JACK KEROUAC. Descendente de família franco-canadense, Kerouac só começou a usar o inglês aos seis anos de idade. Ainda muito novo perdeu o irmão mais velho que, na ocasião, tinha apenas 10 anos. O fato o marcou deveras e esteve sutilmente presente nas páginas de seus livros, inclusive em ON THE ROAD, maior clássico do escritor e dito como bíblia da juventude americana nos fins dos anos 50 e principalmente na década seguinte.
Bem apessoado e inteligente, Jack Kerouac se tornou autor célebre e personalidade mundialmente admirada, ao propor uma escrita em prosa expontânea dos eventos vividos por ele e seu bando de amigos conhecidos como beatniks. Não impunha barreiras às mãos na transposição de seus pensamentos ao papel e tratava de assuntos que só seriam relevantes à cultura ocidental cerca de anos depois, no período conhecido como pós-modernidade. Vida transviada, uso de drogas, relacionamentos homossexuais, poligâmicos, juventude em trânsito, viagens sem rumo, absorção e paixão pelas artes, pela música e pelo cinema, todos estes eram temas usuais em seus livros, que claramente relatavam as próprias experiências vividas por Kerouac nos 40 e 50.
Em sua juventude, morou em Nova York e lá conheceu futuros artistas que seriam bastante influentes na contra-cultura americana nas décadas seguintes. Entre eles, Allen Ginsberg, poeta conhecido por seu incorfomismo e pela luta pelos direitos cívis e das minorias. A amizade dos dois também foi relatada em vários de seus livros. Em On the road, Ginsberg era Carlo Marx, um dos companheiros de Kerouac em suas viagens pelos Estados Unidos. Outros dois grandes amigos do autor também estavam nas obras. Dean Moriarty e Old Bull Lee, na verdade, Neal Cassady e William Burroughs, respectivamente, foram protagonistas de suas histórias e de boa parte de sua vida real.
On the road serviu de estímulo para vários movimentos libertários e foi responsável indiretamente pelo surgimento de vários artistas, inclusive o cantor Bob Dylan que afirmou ter fugido de caso por influência de Sal Paradise (o próprio Kerouac na obra) e sua turma de vagabundos iluminados. Em uma rápida analogia, podemos dizer que o termo Beat, gravado na história pelo próprio Jack, parece ter influenciado John, Paul e companhia na criação do nome The beatles. Quando cunhou tal expressão, Kerouac se referia a sua própria geração (Beat) e a maneira como encaravam a vida e a liberdade. Assim, chegou a dizer que a palavra se referia a beatificado, significado este, em relação às suas vivências místicas e religiosas.
Sua primeira obra lançada foi The town and the city, em 1950 e teve boa recepção. Entretanto, 7 anos depois com o edição de On the Road Kerouac passou a ser respeitado e aclamado. Todavia, sua vida dedicada às bebidas e ao mundo underground acabou criando muitas cisões em seus relacionamentos. Nos anos 60, acabou por recriminar aqueles que usaram seus livros como estímulo à criação do movimento hippie. Assim, se afastou de grandes amigos e teve momentos infelizes que o levaram a um sério isolamento. Em 1969, morreu em Pitsburgh, Flórida, aos 47 anos ao lado da mãe e da esposa.
Bem apessoado e inteligente, Jack Kerouac se tornou autor célebre e personalidade mundialmente admirada, ao propor uma escrita em prosa expontânea dos eventos vividos por ele e seu bando de amigos conhecidos como beatniks. Não impunha barreiras às mãos na transposição de seus pensamentos ao papel e tratava de assuntos que só seriam relevantes à cultura ocidental cerca de anos depois, no período conhecido como pós-modernidade. Vida transviada, uso de drogas, relacionamentos homossexuais, poligâmicos, juventude em trânsito, viagens sem rumo, absorção e paixão pelas artes, pela música e pelo cinema, todos estes eram temas usuais em seus livros, que claramente relatavam as próprias experiências vividas por Kerouac nos 40 e 50.
Em sua juventude, morou em Nova York e lá conheceu futuros artistas que seriam bastante influentes na contra-cultura americana nas décadas seguintes. Entre eles, Allen Ginsberg, poeta conhecido por seu incorfomismo e pela luta pelos direitos cívis e das minorias. A amizade dos dois também foi relatada em vários de seus livros. Em On the road, Ginsberg era Carlo Marx, um dos companheiros de Kerouac em suas viagens pelos Estados Unidos. Outros dois grandes amigos do autor também estavam nas obras. Dean Moriarty e Old Bull Lee, na verdade, Neal Cassady e William Burroughs, respectivamente, foram protagonistas de suas histórias e de boa parte de sua vida real.
On the road serviu de estímulo para vários movimentos libertários e foi responsável indiretamente pelo surgimento de vários artistas, inclusive o cantor Bob Dylan que afirmou ter fugido de caso por influência de Sal Paradise (o próprio Kerouac na obra) e sua turma de vagabundos iluminados. Em uma rápida analogia, podemos dizer que o termo Beat, gravado na história pelo próprio Jack, parece ter influenciado John, Paul e companhia na criação do nome The beatles. Quando cunhou tal expressão, Kerouac se referia a sua própria geração (Beat) e a maneira como encaravam a vida e a liberdade. Assim, chegou a dizer que a palavra se referia a beatificado, significado este, em relação às suas vivências místicas e religiosas.
Sua primeira obra lançada foi The town and the city, em 1950 e teve boa recepção. Entretanto, 7 anos depois com o edição de On the Road Kerouac passou a ser respeitado e aclamado. Todavia, sua vida dedicada às bebidas e ao mundo underground acabou criando muitas cisões em seus relacionamentos. Nos anos 60, acabou por recriminar aqueles que usaram seus livros como estímulo à criação do movimento hippie. Assim, se afastou de grandes amigos e teve momentos infelizes que o levaram a um sério isolamento. Em 1969, morreu em Pitsburgh, Flórida, aos 47 anos ao lado da mãe e da esposa.
Salve Kerouac, o beatificado!